Escola Padre Josimo inova aprendizagem com xadrez japonês e promove primeiro campeonato

A ETI Padre Josimo está inovando no aprendizado de jogos de tabuleiro com a inserção de uma modalidade que é tão fascinante quanto desconhecida: oshogi, ou xadrez japonês. O jogo, que caiu no goto dos alunos, foi levado para sala de aula pelo professor Luciano Teixeira após a sugestão de uma aluna. E o primeiro torneio da modalidade será realizado nesta quinta e sexta, 18 e 19, na sede da escola, das 13h30 às 17 horas, e contará com exposição dos tabuleiros produzidos pelos alunos e premiará todos os participantes.

O shogi é um dos jogos que evoluíram do jogo indiano chaturanga. Embora aqui seja novidade, trata-se de um jogo mais antigo que o próprio xadrez. A prática do shogi pode proporcionar a melhoria na capacidade de concentração, foco, planejamento e memória. Nestes aspectos é bem parecido com o xadrez. A diferença está no que os praticantes chamam de etiqueta e tradição. “No shogi, jogador fraco é aquele que não respeita seu adversário. O senso de comunidade, a importância de aprender junto e ensinar o outro deve ser maior do que a preocupação com o nível de jogo”, explica o professor Luciano.

Luciano afirma que se surpreendeu com o interesse dos alunos pelo jogo. As peças e tabuleiros utilizados pelos praticantes foram produzidos por eles mesmos, em oficinas que ministradas na escola. O número de alunos que procuram treinar após o horário de aula tem crescido, e todos comemoram sempre que o grupo aumenta. “Todos dão boas vindas e se dispõem a ajudar quem está começando, sem nenhum comentário desrespeitoso em relação a capacidade ou nível de jogo.”

A variante ensinada na escola Padre Josimo é o doubutsu shogi (shogi dos animais), a mais simples desenvolvida no Japão para o ensino da modalidade. O sucesso da experiência é tamanho que ocupou uma página na revista Clube Nacional de Shogi (CNS), na qual Luciano expõe a história do jogo na escola. “A prática do shogi proporciona um ambiente estimulante e agradável aos estudantes. Esperamos que os valores transmitidos pelo jogo ultrapassem fronteiras e auxiliem nossos alunos em outras atividades”, acredita.

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