Diagnóstico precoce e acompanhamento previnem progressão da hipertensão arterial

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) costuma evoluir de forma silenciosa. Os sintomas como dor de cabeça, tontura, enjoo, palpitações, dor no peito e falta de ar podem ser confundidos com problemas passageiros e a doença não receber a atenção que precisa. Apesar de não ter cura, a prevenção e o tratamento podem evitar possíveis complicações como infarto, insuficiência cardíaca, problemas renais e Acidente Vascular Encefálico (AVE), popularmente conhecido como derrame.

Fabiana Lopes, supervisora no Sabin Medicina Diagnóstica no Tocantins, faz controle da hipertensão há 9 anos. Ela conta que descobriu a doença na gravidez e desde então precisou mudar alguns hábitos para controlar a condição. “Mudei um pouco a rotina de alimentação para evitar frituras e sal, e desde então faço atividades físicas todos os dias, intercalando academia e caminhada, com a companhia do meu marido, que sempre me incentiva”, compartilha Fabiana, que hoje faz o controle anual de hipertensão com acompanhamento de um cardiologista. 

“É muito importante realizar consultas de rotina para prevenir a doença, identificar os fatores de risco e tratamento precoce para evitar suas complicações”, pontua a médica de Família e parceira do Grupo Sabin, Larissa Nunes. “A hipertensão está se tornando um problema cada vez mais comum, em decorrência do aumento da longevidade e da prevalência de fatores contribuintes, como obesidade, sedentarismo e dieta pouco saudável”, complementa a especialista.

Redução de riscos

A médica de família destaca que a hipertensão pode ser agravada pela presença de outros fatores de risco como colesterol alto, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes, sobrepeso, má alimentação, sedentarismo e tabagismo. “Por isso, a promoção à saúde é o caminho que tem mostrado melhores resultados, por meio da redução de sódio nos alimentos industrializados, desmotivação do tabagismo e do uso abusivo de álcool e do incentivo à prática de atividades físicas, além do uso correto da medicação, quando indicada por um especialista.   Além disso, destaca a importância de realizar uma abordagem centrada na pessoa, identificando suas individualidades, os medos, dúvidas e expectativas do paciente diagnosticado com HAS, com o intuito de melhor adesão ao tratamento e autocuidado.

Diagnóstico

A maioria dos indivíduos diagnosticados com hipertensão são assintomáticos, portanto, o rastreamento é essencial. Os pacientes são avaliados por meio de sua história, testes físicos e exames laboratoriais de rotina indicados pelo médico, como hemograma completo, glicemia, lipidograma, sódio, entre outros.

De acordo com a biomédica e gestora do Sabin no Tocantins, Nayara Borba, a prevenção segue sendo o melhor tratamento. “É importante fazer consultas de rotina uma vez por ano para avaliar a saúde. Caso o médico avalie necessário, irá fazer uma investigação para chegar ao diagnóstico precoce e tomar as providências para o controle da doença, evitando o agravamento do quadro do paciente”, explica.

A HAS é definida quando há registro de pressão arterial (PA) elevada em, pelo menos, duas medidas em encontros clínicos diferentes, embora algumas diretrizes indiquem a monitorização ambulatorial (MAPA) ou a monitorização residencial (MRPA) como padrão-ouro para o diagnóstico. São diagnosticados como hipertensos pacientes com pressão arterial média acima de 140/90.

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